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  • A Sombra dos Deuses - John Gwynne - Editora Trama!!

     

    Sinopse:

    E o mundo nunca mais foi o mesmo.

    Em Vigrid, suas ossadas moldam montanhas, despertam monstros e alimentam uma cobiça que atravessa gerações. Entre jarls em guerra, caçadores de relíquias e mercenários lendários, três destinos avançam como lâminas no escuro. Orka quer apenas proteger a família e manter o passado enterrado. Porém, quando a violência bate à sua porta, a guerreira que ela foi retorna com fúria ― e nada deterá sua caçada. Varg, um ex-escravizado em fuga, encontra em um grupo de mercenários uma chance de vingança… e talvez um novo lar, se for capaz de sobreviver às verdades do próprio sangue. Elvar, jovem combatente, persegue fama e feitos dignos de saga até descobrir que a glória costuma cobrar um preço alto. 
    Em A sombra dos deuses , John Gwynne, autor conhecido por batalhas eletrizantes e personagens profundos, ergue uma nova saga inspirada na mitologia nórdica: brutal, épica e visceral como um canto de guerra. Aqui, a magia nasce de ossos divinos; juramentos valem mais do que ouro; e monstros não vivem na escuridão.



    Resenha:

    Em A Sombra dos Deuses, de John Gwynne, começa uma saga de fantasia sombria que já chega com bastante força. Inspirado na mitologia nórdica, o livro nos leva para Vigrið, um mundo brutal construído literalmente sobre os restos de deuses mortos.

    Trezentos anos depois da queda desses deuses, tudo ainda carrega as marcas dessa guerra: paisagens destruídas, criaturas perigosas surgindo do que ficou para trás e relíquias poderosas sendo disputadas por quem quer poder, ou simplesmente sobreviver.

    Aqui, os deuses morreram e ninguém parece sentir falta deles. Tudo que lembra esse passado é evitado ou destruído. Os Maculados, descendentes desses deuses, são temidos e muitas vezes tratados como ameaça. Ainda assim, o poder que vem desses restos divinos continua atraindo as pessoas, seja por ambição ou desespero.

    A história acompanha três personagens principais, cada um com sua própria jornada, mas todos ligados por esse mundo duro e cheio de conflito.

    Orka tenta levar uma vida simples com o marido, Thorkel, e o filho, Breca. Ela deixou o passado de guerreira para trás, ou pelo menos tenta. Só que, quando a violência bate à porta dela e tira o que ela mais ama, tudo volta com força. A partir daí, ela entra numa busca intensa por vingança, sua luta é sobre dor, perda e amor, isso faz com que cada confronto dela tenha muito mais peso.

    O que torna Orka marcante não é só o quanto ela luta bem, mas o quanto ela sente, as relações dela, principalmente com a família, deixam tudo mais real, você entende de onde vem aquela fúria, em alguns momentos, até torce por ela.

    Varg começa a história fugindo da escravidão e carregando um objetivo bem claro, vingar a morte da irmã. Logo no início já dá para sentir que o caminho dele não vai ser fácil, quando ele se junta a um grupo de mercenários, ele encontra mais do que uma forma de seguir sua missão, encontra um lugar onde talvez possa pertencer.

    Mas esse novo caminho cobra um preço. Varg precisa lidar com coisas sobre si mesmo que ele ainda não entende completamente, e isso vai ficando cada vez mais importante conforme a história avança. Mesmo com toda a violência ao redor, a história dele também tem momentos de conexão e amizade que trazem um certo equilíbrio para a narrativa.

    Elvar vem de uma família importante, mas decide renunciar a tudo isso para buscar fama em batalha, ela quer ser lembrada, quer construir uma história digna de ser contada. No começo tudo lembra as histórias que cresceu ouvindo, a busca por glória, mas, aos poucos, ela vai percebendo que a realidade da guerra é bem diferente do que imaginava.

    Nada é tão bonito quanto parece, e a linha entre honra e brutalidade é bem mais fina do que ela gostaria. A relação dela com Grend, que acompanha e protege Elvar, é um dos pontos mais interessantes da história, tem uma dinâmica de respeito e lealdade que ajuda a dar mais profundidade para o personagem.

    Vigrið não é só um cenário, é um mundo que parece vivo, tudo nele carrega história, a geografia, as criaturas, a política. Os vaesen, por exemplo, são criaturas que nasceram dos deuses e continuam existindo depois da queda deles, algumas são ameaças, outras nem tanto e isso deixa o mundo mais imprevisível.

    Mesmo com tantos nomes diferentes e referências nórdicas, o autor consegue fazer com que os personagens sejam fáceis de acompanhar, cada um tem seu papel e sua própria personalidade, o que ajuda muito na imersão.

    A história é incrível e em certos momentos muito violenta, tem batalhas intensas, perdas e decisões difíceis o tempo todo, mas, no meio disso tudo também fala bastante sobre família, lealdade e identidade.

    A Sombra dos Deuses é um ótimo início de saga para quem gosta de fantasia mais pesada, com personagens fortes e um mundo bem construído. A capa é literalmente fantástica e condiz com a história, para os fãs de fantasia épica inspirada na mitologia nórdica, esta é uma leitura obrigatória.




    Trilha sonora da resenha:






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