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  • O Reino de Cobre - S. A. Chakraborty – Editora Morro Branco!!

     

    Sinopse:

    Retorne a Daevabad na fascinante continuação de A cidade de bronze A vida de Nahri se transformou para sempre quando acidentalmente invocou Dara, um guerreiro djinn dividido entre um dever violento do qual nunca poderá escapar e uma paz que teme nunca merecer. 

    Retirada de sua casa no Cairo e inserida na deslumbrante e traiçoeira corte de Daevabad, ela precisou de seus instintos mais primitivos para sobreviver. Agora, com a cidade impregnada com as consequências de uma devastadora batalha, Nahri deve aceitar os próprios poderes e a herança milenar que jamais sonhou possuir. 

    Enquanto isso, Ali foi exilado por ousar desafiar seu pai. Caçado por assassinos e à deriva nas implacáveis areias de cobre de sua terra ancestral, ele é forçado a confiar em suas novas habilidades. 

    Mas, ao fazer isso, ameaça descobrir um terrível segredo que sua família há muito mantém enterrado. Uma nova era se aproxima. Os djinns se reúnem dentro das paredes de bronze de Daevabad para comemorar, mas um poder invisível do desolado norte trará uma tempestade de fogo direto para os portões da cidade. Conseguirão sobreviver a esta ameaça sem precedentes?


    Resenha:


    Em O Reino de Cobre, segundo volume da trilogia Daevabad, S.A. Chakraborty nos leva de volta ao deslumbrante e perigoso mundo dos djinns, onde magia, política e fé se entrelaçam de forma magistral. Após um breve prólogo que retoma os acontecimentos de A Cidade de Bronze, a narrativa salta cinco anos no futuro e mostra uma Daevabad transformada – mas ainda mergulhada em tensões e feridas não cicatrizadas.

    Nahri, agora casada com o príncipe Muntadhir, vive sob o controle rígido do rei Ghassan. Sua liberdade é ilusória: cada gesto é vigiado, cada palavra pode custar a vida de alguém. Presa à enfermaria e aos limites impostos, Nahri canaliza sua força e inteligência para um novo sonho — reconstruir o antigo hospital Nahid, símbolo de cura e união entre djinns e shafits. Sua jornada, antes marcada pela descoberta de suas origens, agora é sobre resistência, coragem silenciosa e o desejo de fazer o bem em um reino em ruínas morais.

    Enquanto isso, Ali, exilado em Bir Nabat após ser possuído por um marid, encontra paz e propósito entre pessoas simples, até ser arrastado de volta à intriga política de Daevabad. Seu retorno coloca em xeque sua lealdade — ao rei, à cidade e à própria consciência. Já Dara, ressuscitado por Manizheh, mãe de Nahri, vive atormentado pelo passado e pelas ordens que o transformaram em instrumento de dor. Preso entre culpa e dever, ele é o retrato da obediência cega diante da injustiça.

    O livro aprofunda os dilemas morais que A Cidade de Bronze apenas esboçava. Se o primeiro volume tratava de preconceito e pertencimento, O Reino de Cobre questiona os limites do perdão, da lealdade e da justiça. Chakraborty mostra que a verdadeira batalha não é apenas pelo trono, mas pela alma de Daevabad — e de seus habitantes, presos em um ciclo interminável de violência e vingança.

    A escrita da autora é fluida, envolvente e emocionalmente precisa. Seus diálogos são vívidos, cheios de tensão e humanidade, e o cenário continua sendo um dos grandes destaques: uma cidade mágica e multicultural, descrita com uma riqueza visual e sensorial impressionante. O leitor se vê imerso em um universo que parece pulsar — exuberante, colorido, cheio de aromas, crenças e contradições.

    Embora marcada por elementos típicos da fantasia épica — profecias, guerras, poderes sobrenaturais —, a obra se destaca por sua profundidade política e ética. Chakraborty transforma temas universais como poder, fé, culpa e empatia em uma narrativa de ritmo crescente, culminando em um final intenso, repleto de ação, dor e revelações que mudam tudo.

    O Reino de Cobre é, portanto, uma continuação ousada e emocionalmente devastadora — uma leitura indispensável para quem busca mais do que um simples conto mágico: um espelho fantástico das lutas humanas por liberdade, redenção e sentido em meio ao caos.

    E, ao encerrar suas páginas, é impossível não ansiar pelo desfecho em O Império Dourado, terceiro e último livro da trilogia Daevabad, onde todos os destinos enfim se cruzam para um final grandioso e inesquecível.


    Trilha sonora da resenha:






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