Sinopse:
Após o término da inesquecível reunião de família e a
descoberta de quem tentou assassinar a tia Schadenfraude, Encrenca Swift está
livre para retomar seus projetos importantes e, finalmente, embarcar na busca
pelo tesouro do tio-avô, perdido há muito tempo. Entretanto, a realidade é que
os problemas sempre encontram Encrenca.
Quando uma pintura valiosa é furtada por uma gangue de ladrões da Casa Swift, ela se sente totalmente determinada a recuperá-la e a fazer com que os ladrões paguem pelo imenso prejuízo. Mesmo que isso signifique persegui-los até Paris, onde residem seus parentes franceses, os Martinets – que têm uma rivalidade histórica com a família Swift, marcada por desavenças ao longo dos séculos. No entanto, quando um corpo é encontrado na cena do último assalto da gangue, as famílias precisarão unir esforços para desvendar o enigma que afeta todos ao seu redor.
Será que Encrenca conseguirá desvendar as respostas do mistério e acabar com uma injustiça centenária? Uma nova jornada está prestes a iniciar, e as habilidades de detetive de Encrenca serão testadas como nunca antes. Prepare-se para descobrir segredos antigos e mais mistérios nessa sequência que celebra as palavras, a família e as travessuras.
Resenha:
Depois da agitada reunião de família — na qual Fauna virou a
nova matriarca —, Encrenca Swift achou que as coisas finalmente sossegariam.
Afinal, ela e seus irmãos já tinham encontrado o tesouro do tio-avô Vil e até
desvendado um assassinato. Mas a paz dura pouco: a Casa Swift é invadida pela
Ouvolpo, uma gangue internacional de ladrões de arte excêntricos. Eles roubam o
quadro "Um Palhaço Lamenta sua Sorte na Vida", do misterioso pintor
surrealista Pierrot, e deixam no lugar uma escultura inflável de passarinho que
simplesmente explode.
O roubo faz com que Encrenca, sua irmã Fenômeno e o tio
Turbilhão viajem para a França. Lá, eles se reúnem com a irmã mais velha,
Felicidade, para tentar recuperar a obra. O grupo se hospeda no Hôtel Martinet
(que significa Swift, em francês) e reencontra a família Martinet — com quem os
Swifts mantêm uma rivalidade histórica cheia de altos e baixos, mas
principalmente baixos. A tia Herança também está por lá com o neto Lote, primo
e melhor amigo de Encrenca.
A gangue Ouvolpo continua atacando outros lugares, sempre
deixando rastros bizarros para trás. Porém, quando um corpo aparece no meio do
caminho, a investigação deixa de ser apenas sobre arte e fica pessoal.
Para juntar as peças do quebra-cabeça, Encrenca conta com a
ajuda do primo Souris, que trabalha como mensageiro e ascensorista no hotel
(ele é bem útil, embora nem sempre confiável). Outras figuras entram no radar:
Pomme, irmã de Pamplemousse (personagem assassinado no livro anterior), que
surge e desaparece nos momentos mais inesperados; e o chef Gourmet, um grande
aliado contra o ineficiente gerente do hotel, Soufflé.
Além do mistério, a história lida com dinâmicas familiares
complicadas. Ambas as famílias têm suas feridas, e a própria dependência de
Encrenca em relação ao tio Turbilhão é colocada à prova. Outro detalhe
interessante é que os ladrões da Ouvolpo não são vilões comuns: a especialidade
deles é roubar obras que já haviam sido saqueadas para devolvê-las aos donos de
direito. Se o primeiro livro focava em uma investigação clássica de assassinato
cheia de pistas e evidências, este se consolida como um grande e movimentado
roubo de arte.
A autora Beth Lincoln entrega mais uma trama inteligente e divertida, cheia de personagens excêntricos, confusões e reviravoltas antes de amarrar todas as pontas soltas. Com um prato cheio de assaltos extravagantes, gerentes suspeitos, mímicos, dramas de família e crianças espertas, é uma leitura deliciosa que vai arrancar sorrisos de leitores de qualquer idade.
Trilha sonora da resenha:











